quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sem base.

Ela não tinha asas nem nome, mas sonhava ter.
Não tinha dono e sabia profundamente que jamais teria, ninguém domaria o gatinho selvagem que ela era.
Ela seria sim.
Daquelas...
Aquelas por quem alguém se apaixona. Desesperadamente.
E depois.
Bem, depois vai-se embora pra encontrar alguém mais calmo.
Alguém que se ame calmamente e sem maiores problemas ocasionais, esse tipo que se encontra a qualquer momento num noite num bar.
Ela não era esse tipo, não vamos confundir.
Vamos diagnosticar.
As pessoas ou pelos menos a maioria delas sente uma vontade louca uma vez ou outra na vida de fazer uma loucura qualquer, algo emocionante, sensacional...
Mas pula-se de pára-quedas uma vez ou outra.
Todo dia não é pra todos.
Ok, estou confundindo. Mas, ela também não faz parte deste último tipo descrito.

Ela era ao mesmo tempo o pára-quedas e o precípicio.

Não tem.

Tinha muito riso cravado no peito.
Dóia.
Encontrou muia vontade, transbordava ela.
Percebia que a cada minuto.
A cada clique no botão de mudar o canal.
A cada gesto.
Simpático apenas para os outros.
Bom para eles também.
Apenas,
Ela não suportava mais.
Caminhava, os passos mais apressados
Em direção ao deserto .... ela seguia.
Nem tristeza nem dor.
Um nojo velado na garganta.
Uma felicidade doentia.
Mentirosa.
Tudo que ela queria ...era ir embora.
Ou que ele fosse pra bem longe.
Não havia caminho sob a areia movediça.
Completamente atolada..
Calada.
E
Só.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mudando de Canal.


A liberdade tem um gosto estranho, fica um gosto esquisito na boca, doce que dá medo, agridoce, e de repente, eu que tenho esperado todos esses anos pra senti-la me surpreendo ao vê-la como é.

Não me sinto feliz nem triste.

Tenho uma página em branco nas mãos e posso escrever o que eu quiser, posso convidar pessoas pra participar, posso fazer diferente, fazer o que eu quiser.
E prometo dessa vez ouvir mais a minha intuição. Fazer mais o que eu quero e menos o que é certo pros outros. Prometo nunca mais velar ninguém por mais de sete dias, vou me livrar de todos os mortos, de todos os fantasmas. E ser mais egoísta, agora que percebo que todos os que achei que pensavam em mim, não pensavam, e sim pensavam no que queriam de mim.


Sou essa que você vê:


Introspectiva, tímida, caseira, medrosa, mas extremamente corajosa pra defender quem eu amo. Destemida pra me apaixonar e convicta das minhas virtudes.
Old school, segundo alguns.
Quieta. Simples.
E agora triste.
Mas só por alguns segundos, só pq eu não tenho medo de sentir o q sinto.
Só pq eu não tenho medo de me perder tentando me encontrar.
Não tenho medo de amar.
Também não tenho medo do instante fatal em que o amor acaba.
E ele acaba.
Quando você sente que começa outro.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Natural.

Algumas coisas são muito naturais na vida.
Amores terminam.
Envelhecemos. Amadurecemos.
Cabelos ficam brancos.
O dia termina.
O sol vai esfriando.
Festas ficam vão ficando chatas.
Assuntos acabam.
O sono acaba batendo mais forte.
A comida por melhor que seja acaba.
Acabamos nos saciando.
Desejos, mesmo os mais implacáveis, desistem.
Tormentos passam.
As lágrimas acabam.
Tristezas que julgamos enormes desaparecem.
A chuva passa.
O cimento fica seco.
As mágoas vão sendo esquecidas.

Uma coisa na vida é certa.
Por mais que você lute, por mais que você ache que ele não está agindo, mesmo acreditando que você pode enganá-lo. O tempo passa.

Passa como ele quer, com a sua sabedoria de às vezes ser lento, ás vezes rápido. O que parece mais lógico é que ele "o tempo rei" sempre está na mesma velociade, nós é que erramos na pressa, ansiamos o fim ou apenas torcemos, rezamos pro sorvete render mais um pouquinho mesmo que a última colherada seja fatal, esperamos que aquele momento congele, que quem nos ame nunca vá embora, lutamos para que a beleza da juventude seja eterna, mesmo sabendo impossível, nos enganamos achando que permaneceremos assim do jeito que somos nesse exato momento, que nada muda o nosso caráter, o nosso jeito de ser, a nossa personalidade, mentimos pra nós mesmos por temer a novidade, o incômodo do desconhecido, compramos um sofá que julgamos o mais confortável, o ideal, nos sentamos e esquecemos o mundo, mas a madeira aprodece e por melhor que a espuma seja ela desgasta.

Não entendemos o tempo. O tempo é um incompreendido. O convidado esquecido, que sempre se apresenta. O alívio que esperamos pra dor. Algumas vezes.

Ele vai trocar os seus móveis de lugar.
Vai fazer o seu vestido favorito sair de moda.
O seu cabelo parecer ultrapassado.
O seu namorado antes perfeito se tornar um louco dispensável.
Sua melhor amiga um tormento e depois o seu colo favorito e depois tormento e depois conforto.
Vai fazer você sentir saudade. Criar o vazio grande no peito.
Aqueles que nascem quando você percebe que aquela pessoa preciosa passou pela sua vida , foi embora e você não notou o quão importante ela era.
O tempo vai te chamar de tolo várias vezes durante a sua vida. Até você parar de gritar e concordar com ele.
Entre na onda. Aprenda a ir com ela. Você não quer levar um caldo daqueles.
Sair toda vez confuso.?

Preste atenção.

O tempo está passando agora. Talvez passe rápido se preferir ou lentamente, ou se você aprender pode parar de prestar atenção nele e simplesmente "fazer coisas da vida", como diz a minha mãe.

Acontece que quando recebemos um conselho. Ele tem 50% de chance de estar correto e 50% de chance de estar errado.

..................!

Wah.Lira

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

Mais um.
Vc pensa que tudo vai mudar.
Vc espera.
Nãoo. Faça. Esperar nunca muda nada, mas quando vc está em ação...tomando atitudes.. decidindo o tempo vale a pena e enquanto ele corre ele muda vc e tudo muda.
Faça.!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

!


Só agora

Baby...Tanto a aprender
Meu colo alimenta a você e a mim
Deixa eu mimar você, adorar você
Agora, só agora
Por que um dia eu sei
Vou ter que deixá-lo ir!

Sabe, serei seu lar se quiser
Sem pressa, do jeito quem tem que ser
Que mais posso fazer?
Só te olhar dormir
Agora, só agora
orrendo pelo campo
Antes de deixá-lo ir!

Muda a estação
Necessario e são
Você a florecer
Calmamente, lindamente...

Mesmo quando eu não mais estiver
Lembre que me ouviu dizer
O quanto me importei e o que eu senti
Agora, só agora
Talvez você perceba
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Eu não vou deixá-lo ir!