Ela não tinha asas nem nome, mas sonhava ter.
Não tinha dono e sabia profundamente que jamais teria, ninguém domaria o gatinho selvagem que ela era.
Ela seria sim.
Daquelas...
Aquelas por quem alguém se apaixona. Desesperadamente.
E depois.
Bem, depois vai-se embora pra encontrar alguém mais calmo.
Alguém que se ame calmamente e sem maiores problemas ocasionais, esse tipo que se encontra a qualquer momento num noite num bar.
Ela não era esse tipo, não vamos confundir.
Vamos diagnosticar.
As pessoas ou pelos menos a maioria delas sente uma vontade louca uma vez ou outra na vida de fazer uma loucura qualquer, algo emocionante, sensacional...
Mas pula-se de pára-quedas uma vez ou outra.
Todo dia não é pra todos.
Ok, estou confundindo. Mas, ela também não faz parte deste último tipo descrito.
Ela era ao mesmo tempo o pára-quedas e o precípicio.
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